domingo, 8 de janeiro de 2012

Sobre o Aborto

Eu sou católico apostólico romano. Em princípio ou por eles não sou favorável ao aborto em suas base. Tb por princípios humanitários sou favorável a sua descriminalização. A opção de fazer ou não é pessoal e a norma jurídica não deve no meu entender proibir o que é opção pessoal deixando em profundo risco milhares de pessoas que não possuem o mesmo entendimento meu em relação ao aborto. O texto completo de Marcos Rolim pode ser encontrado no link logo abaixo:
Segundo dados estatísticos, no Brasil são praticados mais de 2 milhões deaborto por ano, muitos dos quais resultam em morte ou em dano para a saúde das mulheres. Essa estatística não coloca em cheque a eficácia da lei? Ou seja, está a lei cumprindo o resultado esperado, que é o de conter o aborto?
É evidente que a Lei não assegura o pretendido resultado. Todos sabem disso,inclusive os padres. O que as pessoas deveriam perceber é que as mulheres que se decidem por interromper uma gravidez indesejada não o fazem por esporte, ou, simplesmente, porque resolveram que assim era melhor. Elas tomam uma decisão do tipo marcadas por um processo angustiante,
atormentadas por todo o tipo de sofrimento e, não raras vezes, assoladas por fortes sentimentos de culpa. Essa decisão é, em síntese, sempre dolorosa e indesejável. Mas porque, mesmo sendo assim, tantas mulheres chegam à decisão de interromper a gravidez? Porque, muitas vezes, essa é a única alternativa que dispõem e, em tantas outras, é a menos dolorosa das alternativas. Na verdade, a mesma “moralidade” que encontramos naqueles que condenam o aborto de forma intolerante será encontrada naqueles que discriminam as “mães solteiras” ou que estariam dispostos a expulsar de casa uma filha que tivesse engravidado sem ser casada. Em determinadas camadas da sociedade, uma gravidez antes do casamento equivale a “perder a honra”.Esse tipo de reação tem muito a ver, também, com a moral sexual pregada pela Igreja Católica em sua eterna condenação ao prazer sexual.
http://www.rolim.com.br/2009/EntrevistasobreAborto.pdf

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