sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Quem Traiu Jesus?O culpado dos males do mundo não é o outro...


O pecado original humano é não ter entendido a pergunta que o Criador fez a Adão após comer do fruto proibido. Em vez da pergunta "onde estás?", Adão imerso em culpa pensa tratar-se de uma admoestação iniciada por "quem?". Como uma criança incapaz de assumir a si mesma e seus atos, ele aponta para Eva e esta para a serpente como culpados. Mas a serpente não está fora, muito menos no outro, mas em si. Essa é a função messiânica principal: resgatar-nos a responsabilidade que advém da habilidade de responder sem recorrer a outros culpados, a "quem?".

É chegada a hora de selar essa pergunta a não ser que ela seja respondida de forma teológica. Quem matou Jesus? Nós. Muito em particular todos os cristãos. Quem são os sacerdotes colaboracionistas? Os do Templo, mas em particular todos os cleros que para salvar suas instituições sacrificaram indivíduos que pregavam liberdades religiosas, ideológicas ou científicas. Essa é e sempre será a mensagem messiânica: o fim da segregação e da discriminação que nascem na pergunta "quem?". O culpado dos males do mundo não é o outro, seja o ladrão, o bastardo, a prostituta, o general, o politico ou o sacerdote. Quem Jesus perdoa em seu martírio por não saberem o que fazem não são indivíduos ou grupos específicos, mas o ser humano, a humanidade como um todo.

Um bom cristão que quiser confrontar essa pergunta milenar terá que se reconhecer entre aqueles que não permitem a chegada destes tempos utópicos sonhados pela cultura judaica de Jesus. Terá que se responsabilizar mais do que culpar. Terá que resgatar o Adão que pensava a serpente estar no "outro", quando era parte de si.

.... o Messias se traduz por um ser amoroso que não precisa culpar para se redimir, que prefere ser ele mesmo o bode expiatório ao invés de ludibriar sua própria consciência achando que o mal está nos outros.

.... quando não mais se levantar a insidiosa pergunta "quem?", o Messias de cristãos e judeus (e de todos) terá a mesma essência. Afinal, Jesus morre com a única pergunta santa possível. Ele morre com um "por que?" e não com um "quem?".

Nilton Bonder

Rabino e escritor

O segredo da vida de um casal


O segredo da vida de um casal
Contardo Calligaris

Receita do amor que dura: amar o outro não apesar de sua diferença, mas por ele ser diferente.

Em geral , na literatura, no cinema e nas nossa fantasias, as histórias de amor acabam quando os amantes se juntam (é o modelo Cinderela) ou, então, quando a união esbarra num obstáculo intransponível (é o modelo Romeu e Julieta). No modelo Cinderela, o narrador nos deixa sonhando com um “viveram felizes para sempre”, que seria a “óbvia” conseqüência da paixão. No modelo Romeu e Julieta, a felicidade que os amantes teriam conhecido, se tivessem podido se juntar, é uma hipótese indiscutível. O destino adverso que separou os amantes (ou os juntou na morte) perderia seu valor trágico se perguntássemos: será que Romeu e Julieta continuariam se amando com afinco se, um dia, conseguissem deitar-se juntos sem que Romeu tivesse que escalar a casa de Julieta até o famoso balcão? Ou se, em vez de enfrentar a oposição letal de suas ascendências, eles passassem os domingos em espantosos churrascos de família?


Talvez as histórias de amor que acabam mal nos fascinem porque, nelas, a dificuldade do amor se apresenta disfarçada. A luta trágica contra o mundo que se opõe à felicidade dos amantes pode ser uma metáfora gloriosa da dificuldade, tragicômica e inglória, da vida conjugal. O casal que dura no tempo, em regra, não é tema para uma história de amor, mas para farsa ou vaudeville -às vezes, para conto de terror, à la “Dormindo com o Inimigo”.

Durante décadas, Calvin Trillin escreveu uma narrativa de sua vida de casal, na revista “New Yorker” e em alguns livros (por exemplo, “Travels with Alice”, viajando com Alice, de 1989, e “Alice, Let’s Eat”, Alice, vamos para a mesa, de 1978). Nesses escritos, que são só uma parte de sua produção, Trillin compunha com sua mulher, Alice, uma dobradinha humorística, em que Calvin era o avoado, o feio e o desajeitado, e Alice encarnava, ao mesmo tempo, a beleza, a graça e a sabedoria concreta de vida.

À primeira vista, isso confirma a regra: a vida de casal é um tema cômico. Mas as crônicas de Trillin eram delicadas e tocantes: engraçadas, mas nunca grotescas. Trillin não zombava da dificuldade da vida de casal: ele nos divertia celebrando a alegria do casamento. Qual era seu segredo? Pois bem, Alice, com quem Trillin se casou em 1965, morreu em 2001.

Trillin escreveu “Sobre Alice”, que acaba de ser publicado pela Globo. Esse pequeno e tocante texto de despedida desvenda o segredo de um amor e de uma convivência felizes, que duraram 35 anos. O segredo é o seguinte: Calvin e Alice, as personagens das crônicas, não eram artifícios literários, eram os próprios. A oposição entre os dois foi, efetivamente, o jeito especial que eles inventaram para conviver e prolongar o amor na convivência.

Considere esta citação de um texto anterior, que aparece no começo de “Sobre Alice”: “Minha mulher, Alice, tem a estranha propensão de limitar nossa família a três refeições por dia”. A graça está no fato de que a “propensão” de Alice não é extravagante, mas é contemplada por Calvin como se fosse um hábito exótico.

Alice é situada e mantida numa alteridade rigorosa, em que é impossível distinguir qualidades e defeitos: Calvin a ama e admira como a gente contempla, fascinado, uma espécie desconhecida num documentário do Discovery Channel. Se amo e admiro o outro por ele ser diferente de mim (e não apesar de ele ser diferente de mim), não posso considerar que minha maneira de ser seja a única certa. Se Calvin acha extraordinário que Alice acredite na virtude de três refeições diárias, ele pode continuar petiscando o dia todo, mas seu hábito lhe parecerá, no fundo, tão estranho quanto o de Alice.

Com isso, Calvin e Alice transformaram sua vida de casal numa aventura fascinante: a aventura de sempre descobrir o outro, cuja diferença inesperada nos dá, de brinde, a certeza de que nossa obstinada maneira de ser, nossos jeitos e nossa neurose não precisam ser uma norma universal, nem mesmo a norma do casal. Há quem diga que o parceiro ideal é aquele que nos faz rir. Trillin completou a fórmula: Alice era quem conseguia fazê-lo rir dele mesmo. Com isso, ele descobriu a receita do amor que dura.

domingo, 14 de agosto de 2011

Pai




Pai
Dele tenho o nome as feiçoes e os principios que norteiam minha vida.Com ele aprendi muito em nossas andanças .Fomos muito felizes, caminhamos juntos pela terra 36 anos e alguns meses.Interseção maravilhosa na vida , nunca me esquecerei do seu carinho, dos seus conselhos, eramos cumplices e nos entendiamos muito bem.Você se foi e eu fiquei por aqui para representa-lo nessa maravilha que é a vida.Esteja onde estiver receba minha homenagem no dia dedicado aos Pais.

Pequena Biografia
João de Castro Sales -1922-1999
Filho de João Rufino de Sales e Raimunda Urcezina de Castro Sales
Nasceu em Itapagé-Ceára
Foi Coronel da Policia Militar do Ceára
Viveu vida regrada e amorosa com sua esposa
Maria Aragão Sales com quem teve três filhos
Maria,Herbene e João Rufino(eu)
Foi muito mais do que um Pai...
Foi um exemplo a ser seguido e homenageado
Vida longa e próspera lhe sejam dados na eternidade onde hoje se encontra...

domingo, 7 de agosto de 2011

Painel Segurança Cibernética

A maioria das empresas no Brasil não estão preparadas para identificar e quantificar as perdas financeiras registadas durante os eventos de segurança cybernética nem são devidamente estruturadas para gerenciar riscos de segurança cibernética em geral.
No ano de 2008 da Deloitte Segurança da Informação & Enterprise Risk concluiu um estudo em que informava que 75% das empresas nos EUA não tem uma pessoa encarregada de gerenciar riscos cibernéticos. O estudo também descobriu que 65% das empresas não têm nem um processo documentado através do qual a avaliação de risco cybernético possa ser quantificado e adequadamente mitigado.
Não obstante as medidas progressivas que foram tomadas em algumas organizações, uma pesquisa da Carnegie Mellon University (CMU) concluiu: "Ainda há uma lacuna entre a tecnologia da informação (TI) e gerenciamento de riscos corporativos. Resultados da pesquisa confirmam que os conselhos e executivos seniores não são adequadamente envolvidos em áreas-chave relacionadas à governança de segurança da empresa”.
O estudo CMU também forneceu detalhes alarmantes sobre o estado da estrutura de gerenciamento de riscos corporativos de segurança cibernética. . O estudo apontou que:
- Só 17% das empresas tinha uma equipe de segurança cibernética própria
- Menos da metade dos entrevistados (47%) tinha na empresa um plano formal de gestão de risco.
- Dos 47% que tinha um plano de gestão de risco, um terço não incluem riscos relacionados à TI no plano.
Esses problemas estruturais e de gestão têm levantado preocupações nos mais altos níveis do governo dos EUA. O Presidente Obama em discurso na Casa Branca em 29 de maio de 2009 disse:
"Não é suficiente para a força de trabalho de tecnologia da informação compreender a importância da segurança cibernética; líderes em todos os níveis de governo e da indústria precisam ser capazes de fazer negócios , investimentos e decisões baseadas em conhecimento dos riscos e impactos potenciais"
Em 2010 o Ministério da Defesa criou Nucleo do Centro de Defesa Cibernética para estudar o assunto e adquirir capacidade de Defesa Cibernética.
Os recentes ataques noticiados pela mídia nacional e internacional mostram a importância do Tema.
O Painel segurança e defesa cibernética pretende discutir o assunto.
Venha e participe. Vc é meu convidado
Teatro Pedro Ivo - Florianopolis - SC -
http://www.facebook.com/#!/event.php?eid=129494400476520

http://sistemas.sc.gov.br/ciasc/eventos/ciasc_painel/painel.htm