sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Feliz 2012

Muitas vezes na vida parece que o mundo acabou
que nosso amigo se foi
que a vida não faz mais sentido
que é chegada a hora de descansar.
Tudo pode até ser verdade para algumas pessoas
Para mim jamais
A felicidade é possível e esta ali fora ao alcance de nossas mãos

Sucesso,reconhecimento,fama,glória…

Muitos de nós lutamos por motivos assim

Mas não se constrói um bom nome da noite para o dia

É preciso trabalhar muito.Ainda que haja tropeços e quedas

É preciso superar os obstáculos

É preciso ter motivação, perseverar, insistir…

A vida é uma sucessão de batalhas.

Emprego,família,amigos:todos nós temos um status atual

E temos também expectativas com relação ao futuro

No entanto,as reviravoltas do destino nos surpreendem

Nem sempre dá para se fazer só o que gostamos

Mas aquele que gosta do que faz…

e sente orgulho em fazer melhor…

a cada dia vai mais longe

Há momentos de calmaria…

e há momentos agitados,decisivos…

em que a boa intenção não basta

É quando a vida nos cobra coragem,arrojo,criatividade…

e um inabalável espírito de luta

A verdade é que os problemas e os reveses…

ocorrem com maior frequência do que gostaríamos

Os tempos mudam.Surgem novos desafios e novos objetivos

Os guerreiros olham nos olhos do futuro…

sem medo e sem arrogância,mas com a confiança…

de quem está pronto para o combate

Viver é também estar preparado para as situações difíceis

O modo como encaramos as dificuldades…

é que faz a diferença

As vezes nos perguntamos:

como enfrentar as mudanças radicais,

que se apresentam diante de nós?

Como atuar num novo cenário,

onde coisas que fazíamos tão bem precisam ser reaprendidas?

Como lutar sem deixar para trás valores fundamentais?

E mais:como saber a medida exata…

a ser tomada no momento certo?

O incrível é que justamente nas situações adversas,

muitos redescobrem o que têm de melhor.

A ética,a amizade,a capacidade de criar novas estratégias,

fundamentadas na experiência;o talento para promover alianças positivas.

o espírito de liderança

A consciência da força que reside no verdadeiro trabalho em equipe.

Tudo isso aflora quando as circunstâncias exigem

Quando se sabe que existe um objetivo maior a ser alcançado

Claro que não é fácil abandonar hábitos,costumes…

não é fácil adaptar-se ao novos meios,ou usar recursos…

aos quais não estávamos familiarizados

Mas todo guerreiro sabe que pessimismo e insegurança

nessa hora só atrapalham

Ainda que a ameaça venha de vários lados,

com agilidade,força e determinação podemos alcançar o resultado

A combinação de energia e inteligência,assim como o equilíbrio…

entre a razão e a emoção são fundamentais para o sucesso

É uma sensação extremamente agradável…

chegar ao fim de uma etapa com a consciência do dever cumprido

e obter a consagração,o respeito de todos…

o reconhecimento dos colegas…

a admiração das pessoas que amamos…

Ouvir o próprio nome com orgulho

Aquele orgulho de quem viu nos obstáculos a oportunidade de crescer

o orgulho de quem soube enfrentar as turbulências da vida e vencer…

o orgulho de ser um vencedor que não abriu mão…

dos seus valores fundamentais

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Estado do Ceara é finalista no Prêmio Abril Saúde


Cansados de lastimar o número de casos de tumores orais flagrados em estágios avançados, especialistas da Universidade Federal do Ceará, Universidade de Fortaleza, Secretaria Estadual de Saúde, Conselho Regional de Odontologia e Santa Casa de Misericórdia de Fortaleza criaram um programa permanente de diagnóstico e rastreamento de lesões que já atendeu mais de 20 mil pessoas naquele estado. “Quanto mais cedo for identificado o câncer, maiores as chances de cura e menor o risco de mutilações”, diz o professor Fabrício Bitu, um dos líderes do trabalho. A equipe é formada por dentistas de especialidades como patologia, cirurgia, epidemiologia, além de cirurgiões médicos e universitários envolvidos em estudos sobre a doença. Juntos, quinze profissionais fazem um levantamento das áreas cearenses mais impactadas pela doença e levam aos moradores dessas regiões informações sobre grandes causadores desse mal, como o fumo e o papilomavírus, o HPV. O passo seguinte é propiciar a realização de exames detalhados. “Avaliamos toda a região da boca em busca de indícios que apontem a probabilidade do desenvolvimento de um tumor”, conta Bitu. Quando necessário, são feitas biópsias e os pacientes que precisam de cirurgia são encaminhados para as grandes cidades, em especial Fortaleza. Pescadores e trabalhadores rurais estão em um grupo considerado de risco, já que a exposição aos raios de sol serve de estopim para o câncer labial. “Por isso destacamos a importância do uso de bloqueador solar e notamos que muitos deles já aprenderam a usá-lo no dia a dia”, afirma, com entusiasmo, o dentista.
Saiba mais
Rastreamento do câncer oral no Ceará
Autores: Fabricio Bitu Sousa, Maria Eneide Leitão de Almeida, Lea Maria Bezerra de Menezes, Alexandre Nogueira Simões, Eveline Turatti, Eliardo Silveira Santos, Francisco Wagner Vasconcelos Freire Filho, Jose Maria Sampaio Menezes Junior, Maria de Fatima Azevedo Sousa, Francisco Ivan Rodrigues Mendes Junior, Marcelo Esmeraldo Holanda, Maria Aragao Sales.Instituições: Secretaria Estadual de Saúde do Ceará, Universidade Federal do Ceará, Universidade de Fortaleza, Conselho Regional de Odontologia do Ceará, Santa Casa de Misericórdia de Fortaleza

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

O SERVIDOR PÚBLICO

Diz a lenda que um Presidente da República teria perguntado a um servidor público quanto ele ganhava para fazer determinado serviço a população. A resposta foi simples e direta Sr Presidente eu faço porque gosto , se fossem me pagar de forma justa nenhum dinheiro seria suficiente . A todos que como eu labutam diariamente nas carreiras públicas um feliz dia e a certeza de que mesmo com a falta de entendimento de muitos a maioria de nós faz o melhor possível por suas organizações, instituições e empresas públicas em todo o Brasil

O servidor público
28 Out 2011

Edmilson Gama da Silva
Presidente do BRB

A organização do Estado, tema que mobilizou a trindade da filosofia grega — Sócrates, Platão e Aristóteles —, é, sem dúvida, um dos principais marcos civilizatórios da história humana. Ali, surge pela primeira vez a figura anônima do servidor público, o servidor da pólis, personagem que, no exercício da função, devotava-se ao interesse coletivo, personificando o Estado, o ente comum, que, sendo de todos, não era privativo de ninguém.
Desde então, o servidor público tornou-se personagem central na organização das cidades e na vida dos cidadãos. Não havia ainda um padrão comum na distribuição das funções nos diversos Estados que, a partir de então, se organizaram.
Somente com o advento da burocracia, a partir do século 18, é que se começou a racionalizar a distribuição de funções, em busca de maior eficácia. Max Weber, fundador da teoria sociológica, elaborou um conceito de burocracia baseado em elementos jurídicos do século 19, concebidos por teóricos do direito.
O termo foi empregado para indicar funções da administração pública, guiadas por normas, atribuições específicas, esferas de competência bem delimitadas e critérios de seleção de funcionários. Designava o aparato técnico-administrativo, formado por profissionais especializados, selecionados segundo critérios racionais, de modo a cumprir com maior eficácia as diversas tarefas dentro do sistema estatal.
Houve, no curso do tempo, em função de governos mais ou menos centralistas, distorções no uso da estrutura burocrática, chegando ao ponto de a burocracia deixar de ser um meio para constituir um fim em si mesmo. Mas essa é outra história.
Cumpre registrar que o advento da burocracia especializou a mão de obra do funcionalismo, favorecendo a que o Estado melhor cumprisse sua missão. Se, em diversas situações históricas, isso não se materializou, deve-se à ação política de governos, que, na ânsia por mais poder, distorceram seu papel social e moral.
No Brasil, a modernização do serviço público deu-se tardiamente, ao tempo do Estado Novo, de Getúlio Vargas, nos anos 40 do século passado. Antes, prevaleciam critérios subjetivos que, no Império, levaram a elite aristocrática a ocupar postos-chaves na administração e, na República, as oligarquias a nomear pessoas com pouco ou nenhum espírito público.
Mesmo assim, grandes figuras da cultura, no Império e na República — entre outros, Machado de Assis, Olavo Bilac, Lima Barreto, Guimarães Rosa, João Cabral de Melo Neto, para citar só alguns —, fizeram do serviço público seu ganha-pão e contribuíram para elevar seu padrão de serviços.
A modernização varguista tornou o Estado atraente aos meios acadêmicos. Estabeleceu carreiras e propiciou remunerações mais dignas. Não obstante o perfil autoritário daquele regime, o Estado passou a funcionar com maior eficiência.
Na sequência, o Brasil se democratizaria e se industrializaria, com o surgimento de empresas estatais de grande porte, como Petrobras, Companhia Siderúrgica Nacional, Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco, Eletrobras e outras mais. O Estado passa a contar com uma elite funcional, que inaugura nova fase de desenvolvimento, que chegaria ao apogeu no governo JK. O país, é verdade, beneficiou-se de expressivos financiamentos e investimentos externos. Mas nada disso funcionaria sem a qualificação e a dedicação do servidor, peça chave para a implementação de qualquer política pública.
Considerando-se os avanços que o Brasil obteve nas últimas décadas, sob diferentes regimes e governos, e o papel que o Estado neles exerceu, constata-se que o saldo em favor do servidor público é amplamente favorável.
O Brasil é um país que hoje tem peso no cenário mundial. Possui quadros de alta qualidade técnica no Itamaraty, no sistema bancário (Banco do Brasil, Banco Central, Caixa Econômica Federal, Banco de Brasília e outros bancos estaduais), na Fazenda, no Planejamento, na Educação, em vários postos do Executivo, e ainda nas Forças Armadas, no Judiciário e no Legislativo.
Considere-se ainda que, ao longo de todo esse período, houve retrocessos no tratamento dado ao servidor. Sucessivos governos lhe impuseram a conta das crises, congelando salários, deixando de atualizar planos de cargos e carreiras.
Mais que isso, tornou-se uma espécie de patinho feio da vida pública nacional, estereotipado como preguiçoso, quando, ao contrário, em grande medida, dá mais do que recebe. O que muita gente desconhece é que a vocação para servir é uma realidade.
Conheço grandes quadros técnicos no serviço público brasileiro que poderiam ter valiosos benefícios e vantagens na iniciativa privada, mas que optaram por servir ao Estado. Realizam-se empreendendo políticas públicas cujos benefícios chegam a milhões, o que não é possível laborando em uma empresa do setor privado.
Na Embrapa e na Emater-DF, por exemplo, há cientistas de primeira linha, em condições de trabalhar em qualquer empresa de ponta do Primeiro Mundo, mas que preferem dedicar sua vida ao Estado. Em todos os segmentos e escalões do serviço público, do mais modesto aos mais elevados, há gente assim, a quem é preciso fazer justiça.
Por isso, para que esse patrimônio não se perca — e, ao contrário, se fortaleça — , é fundamental registrar a importância do servidor público e do seu amor em fazer do seu trabalho uma verdadeira profissão de fé a serviço de uma coletividade que dele depende.

Cada um por si...

O texto abaixo do professor Luiz Marins é uma radiografia do acontece na maioria das empresas
Boa Leitura
Tenho visto uma coisa acontecer e que tem trazido enormes prejuízos às empresas. Em vez de haver um compromisso com a tare-fa como um todo (para que o seu resultado final seja de qualidade), as pessoas vivem num “si por si”, ou seja “eu faço a minha parte” e o resto “que se dane”. Ninguém se responsabiliza pelo todo. Quando o cliente faz uma reclamação, a resposta é sempre: “essa parte foi outra pessoa que fez”, „‟outro departamento”, etc.
Sem espírito de time, é impossível uma empresa vencer nos dias de hoje. Quando um trabalho tem que ser feito ou um serviço presta-do, todos devem se sentir responsáveis, isto é, procurar responder pe-lo resultado como um todo - e não apenas pela sua parte.
Certo dia, numa empresa, presenciei uma colaboradora dizen-do à outra: “não temos nada que fazer juntas. Você faz a sua parte e eu faço a minha. Não quero nem saber o que você vai fazer; se não der certo o cliente que reclame”. Este tipo de atitude só pode trazer prejuízos à empresa e aos clientes. Precisamos criar um clima de coo-peração, de colaboração, de responsabilidade coletiva em benefício da qualidade.
Muitas vezes as próprias chefias são culpadas por esse individualismo exacerbado. Um sistema punitivo demais, quando todos são punidos pelos erros que possam ocorrer, gera um comportamento de defesa que tende a deixar claro às chefias por qual parte cada um é responsável, impedindo o sentimento de cooperação e o espírito de time. Ninguém aceita ser punido por um erro que não cometeu, mas embora na prática cada pessoa possa ter a sua responsabilidade individual ou suas tarefas, ela também deve se sentir responsá-vel pelo “todo”, ou seja, pelo resultado final.
A verdade é que o cliente não aceita desculpas do tipo “não sou responsável por essa parte do trabalho”. Ele vê a empresa como uma unidade e os colaboradores também de-vem procurar enxergar sua empresa como um conjunto harmônico, trabalhando em bene-fício do cliente.
Pense nisso. Sucesso!
ANT

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Premier IT LEADERS



Mais uma vez recebo com muita alegria o ranking da Revista Computerworld.
Divido com todos vcs e agradeço pelas muitas lições aprendidas com cada um .
João Rufino

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Presidente do CIASC está entre os 100 melhores CIO do Brasil pelo segundo ano consecultivo.
A revista Computerworld Brasil colocou entre o 100 melhores CIO do Brasil o Executivo João Rufino de Sales Presidente do Centro de Informática e Automação do Estado de Santa Catarina.
O Premier 100 IT Leaders Prémios destaca executivos que tiveram um impacto positivo na sua organização através da tecnologia. Indivíduos altamente especializados em gerenciar as organizações de TI , pessoas capazes de coordenar e motivar as equipes de TI com os seus desafios interessantes, imaginar soluções inovadoras para problemas de negócios e efetivamente gerenciar e executar estratégias de TI.
A Computerworld define um líder de TI Premier como um indivíduo que orienta o uso efetivo da tecnologia da informação para melhorar o desempenho de negócios da empresa. O Premier IT Leader pode ser um CIO ,CEO , vice-presidente, diretor ou gerente. Características adicionais de um líder de TI incluem o seguinte:
Promove uma visão de TI que dá suporte à estratégia de negócios da empresa
Identifica oportunidades estratégicas fornecidas pela TI
Pensa além do curto prazo das necessidades táticas para metas de longo prazo
Compreende as necessidades de negócios
Usa a tecnologia para ganhar uma vantagem sobre a concorrência
Assume riscos calculados, mas tem planos de contingência
Aprende com os fracassos e usa essas experiências para melhorar os processos de TI e serviços
Contrata pessoas curiosas que gostam de explorar e que são inovadoras
Cria um ambiente de trabalho positivo e gratificante para os funcionários
Incentiva os funcionários a serem inovadores e trazer novas idéias para a direção da empresa
Motiva com o reconhecimento e oportunidade, não apenas dinheiro
Compara as melhores práticas com empresas pares
Aproveita seus fornecedores de tecnologia como parceiros
Desenvolve habilidades de liderança dentro da organização de TI e é visto como um líder por outros executivos e pela equipe de TI

sábado, 24 de setembro de 2011

Alguém que ria de nossas piadas sem graça...

Há certas horas, em que não precisamos de um Amor...
Não precisamos da paixão desmedida...
Não queremos beijo na boca...
E nem corpos a se encontrar na maciez de uma cama...

Há certas horas, que só queremos a mão no ombro, o abraço apertado ou mesmo o estar ali, quietinho, ao lado...
Sem nada dizer...

Há certas horas, quando sentimos que estamos pra chorar, que desejamos uma presença amiga, a nos ouvir paciente, a brincar com a gente, a nos fazer sorrir...

Alguém que ria de nossas piadas sem graça...
Que ache nossas tristezas as maiores do mundo...
Que nos teça elogios sem fim...
E que apesar de todas essas mentiras úteis, nos seja de uma sinceridade
inquestionável...

Que nos mande calar a boca ou nos evite um gesto impensado...
Alguém que nos possa dizer:

Acho que você está errado, mas estou do seu lado...

Ou alguém que apenas diga:

Sou seu amor! E estou Aqui!
William shakespeare

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Prometo ser fiel... Será que isso diz tudo

Prometo ser fiel na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, amando-lhe e respeitando-lhe até que a morte nos separe" Milhares de vezes por dia mundo afora o juramento acima é repetido . A estatísticas das separações mostra que dificilmente o juramento é cumprido. O que é ser fiel? Aqui está o X da questão. Ser fiel é não fazer sexo com mais ninguém além do parceiro? Ser fiel é suportar a vida num inferno diário? Ser fiel é transformar a dor em alegria?Amar é ter dedicação exclusiva? Respeitar é submeter-se? A morte pode separar o que já morreu? São questões difíceis de serem respondidas e cada cultura tem a sua resposta. Navegando pela Internet encontrei algumas questões e juramentos que acho mais adequados para serem feitos pelos noivos. São as juras que sempre tive com minha esposa, dá certo a 27 anos.O Texto é de Matha Medeiros...Boa leitura

- Promete não deixar a paixão fazer de você uma pessoa controlador(a), e sim respeitar a individualidade do seu amado(a), lembrando sempre que ele não pertence a você e que está ao seu lado por livre e espontânea vontade?

- Promete saber ser amiga(o) e ser amante, sabendo exatamente quando devem entrar em cena um(a) e outro(a), sem que isso lhe transforme numa pessoa de dupla identidade ou numa pessoa menos romântico(a)?

- Promete fazer da passagem dos anos uma via de amadurecimento e não uma via de cobranças por sonhos idealizados que não chegaram a se concretizar?

- Promete sentir prazer de estar com a pessoa que você escolheu e ser feliz ao lado dele(a) pelo simples fato de ele(a) ser a pessoa que melhor conhece você e portanto a mais bem preparado(a) para lhe ajudar, assim como você a ele(a)?

- Promete se deixar conhecer?

- Promete que seguirá sendo uma pessoa gentil, carinhosa e educada, que não usará a rotina como desculpa para sua falta de humor?

- Promete que fará sexo sem pudores, que fará filhos por amor e por vontade, e não porque é o que esperam de você, e que os educará para serem independentes e bem informados sobre a realidade que os aguarda?

- Promete que não falará mal da pessoa com quem casou só para arrancar risadas dos outros?

- Promete que a palavra liberdade seguirá tendo a mesma importância que sempre teve na sua vida, que você saberá responsabilizar-se por si mesmo sem ficar escravizado pelo outro e que saberá lidar com sua própria solidão, que casamento algum elimina?

- Promete que será tão você mesmo quanto era minutos antes de entrar na igreja?

Sendo assim, declaro-os muito mais que marido e mulher: declaro-os maduros e reconheço em vóz homem e mulher.

Martha Medeiros

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Poliamor - Trajicomédia

João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.
Carlos Drummond de Andrade

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Guerreiros retornando

Não importa o momento, não importa o lugar, nós sempre retornamos
Deus nos abençoe .

video

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Sucesso por NIzan Guanaes na Faap

'Dizem que conselho só se dá a quem pede. E, se vocês me convidaram para paraninfo, estou tentado a acreditar que tenho licença para dar alguns. Portanto, apesar da minha pouca autoridade para dar conselhos a quem quer que seja aqui vão alguns, que julgo valiosos.
Meu primeiro conselho : Não paute sua vida, nem sua carreira, pelo dinheiro. Ame seu ofício com todo o coração. Persiga fazer o melhor. Seja fascinado pelo realizar, que o dinheiro virá como conseqüência. Quem pensa só em dinheiro não consegue sequer ser nem um grande bandido, nem um grande canalha. Napoleão não invadiu a Europa por dinheiro. Hitler não matou 6 milhões de judeus por dinheiro. Michelangelo não passou 16 anos pintando a Capela Sistina por dinheiro. E, geralmente, os que só pensam nele não o ganham, porque são incapazes de sonhar.E tudo que fica pronto na vida foi construído antes, na alma.
A propósito disso, lembro-me de uma passagem extraordinária, que descreve o diálogo entre uma freira americana cuidando de leprosos no Pacífico e um milionário texano. O milionário, vendo-a tratar daqueles leprosos, disse:- 'Freira, eu não faria isso por dinheiro nenhum no mundo.'E ela respondeu: -'Eu também não faço, meu filho. 'Não estou fazendo com isso nenhuma apologia à pobreza, muito pelo contrário. Digo apenas que pensar e realizar tem trazido mais fortuna do que pensar em fortuna.
Meu segundo conselho: Pense no seu País. Porque, principalmente hoje, pensar em todos é a melhor maneira de pensar em si. Afinal, é difícil viver numa nação onde a maioria morre de fome e a minoria morre de medo. O caos político gera uma queda de padrão de vida generalizada. Os pobres vivem como bichos, e uma elite brega, sem cultura e sem refinamento, não chega a viver como homens. Roubam, mas vivem uma vida digna de Odorico Paraguassu.
Meu terceiro conselho vem diretamente da Bíblia: 'Seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito'. É exatamente isso que está escrito na carta de Laudiceia: Seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito, ou seja, é preferível o erro à omissão, o fracasso ao tédio, o escândalo ao vazio. Porque já vi grandes livros e filmes sobre a tristeza, a tragédia, o fracasso. Mas ninguém narra o ócio, a acomodação, o não fazer, o remanso. Colabore com seu biógrafo. Faça, erre, tente, falhe, lute. Mas, por favor, não jogue fora, se acomodando, a extraordinária oportunidade de ter vivido, tendo consciência de que cada homem foi feito para fazer história. Que todo homem é um milagre e traz em si uma revolução. Que é mais do que sexo ou dinheiro.
Você foi criado para construir pirâmides e versos, descobrir continentes e mundos, e caminhar, sempre, com um saco de interrogações na mão e uma caixa de possibilidades na outra.
Não use Rider, não dê férias a seus pés. Não se sente e passe a ser analista da vida alheia, espectador do mundo, comentarista do cotidiano, dessas pessoas que vivem a dizer: 'eu não disse!', 'eu sabia!'. Toda família tem um tio batalhador e bem de vida. E, durante o almoço de domingo, tem que agüentar aquele outro tio muito inteligente e fracassado contar tudo que ele faria, se fizesse alguma coisa. Chega dos poetas não publicados. Empresários de mesa de bar. Pessoas que fazem coisas fantásticas toda sexta de noite, todo sábado e domingo, mas que na segunda não sabem concretizar o que falam. Porque não sabem ansiar, não sabem perder a pose, porque não sabem recomeçar. Porque não sabem trabalhar. Eu digo: trabalhem, trabalhem, trabalhem. De 8 às 12, de 12 às 8 e mais se for preciso. Trabalho não mata. Ocupa o tempo. Evita o ócio (que é a morada do demônio) e constrói prodígios.
O Brasil, este país de malandros e espertos, da vantagem em tudo, tem muito o que aprender com aqueles trouxas dos japoneses. Porque aqueles trouxas japoneses, que trabalham de sol a sol, construíram, em menos de 50 anos, a 2ª maior megapotência do planeta. Enquanto nós, os espertos, construímos uma das maiores impotências do trabalho. Trabalhe! Muitos de seus colegas dirão que você está perdendo sua vida, porque você vai trabalhar enquanto eles veraneiam. Porque você vai trabalhar, enquanto eles vão ao mesmo bar da semana anterior, conversar as mesmas conversas, mas o tempo (que é mesmo o senhor da razão) vai bendizer o fruto do seu esforço, e só o trabalho lhe leva a conhecer pessoas e mundos que os acomodados não conhecerão.
E isso se chama SUCESSO.
Nizan Guanaes

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Quem Traiu Jesus?O culpado dos males do mundo não é o outro...


O pecado original humano é não ter entendido a pergunta que o Criador fez a Adão após comer do fruto proibido. Em vez da pergunta "onde estás?", Adão imerso em culpa pensa tratar-se de uma admoestação iniciada por "quem?". Como uma criança incapaz de assumir a si mesma e seus atos, ele aponta para Eva e esta para a serpente como culpados. Mas a serpente não está fora, muito menos no outro, mas em si. Essa é a função messiânica principal: resgatar-nos a responsabilidade que advém da habilidade de responder sem recorrer a outros culpados, a "quem?".

É chegada a hora de selar essa pergunta a não ser que ela seja respondida de forma teológica. Quem matou Jesus? Nós. Muito em particular todos os cristãos. Quem são os sacerdotes colaboracionistas? Os do Templo, mas em particular todos os cleros que para salvar suas instituições sacrificaram indivíduos que pregavam liberdades religiosas, ideológicas ou científicas. Essa é e sempre será a mensagem messiânica: o fim da segregação e da discriminação que nascem na pergunta "quem?". O culpado dos males do mundo não é o outro, seja o ladrão, o bastardo, a prostituta, o general, o politico ou o sacerdote. Quem Jesus perdoa em seu martírio por não saberem o que fazem não são indivíduos ou grupos específicos, mas o ser humano, a humanidade como um todo.

Um bom cristão que quiser confrontar essa pergunta milenar terá que se reconhecer entre aqueles que não permitem a chegada destes tempos utópicos sonhados pela cultura judaica de Jesus. Terá que se responsabilizar mais do que culpar. Terá que resgatar o Adão que pensava a serpente estar no "outro", quando era parte de si.

.... o Messias se traduz por um ser amoroso que não precisa culpar para se redimir, que prefere ser ele mesmo o bode expiatório ao invés de ludibriar sua própria consciência achando que o mal está nos outros.

.... quando não mais se levantar a insidiosa pergunta "quem?", o Messias de cristãos e judeus (e de todos) terá a mesma essência. Afinal, Jesus morre com a única pergunta santa possível. Ele morre com um "por que?" e não com um "quem?".

Nilton Bonder

Rabino e escritor

O segredo da vida de um casal


O segredo da vida de um casal
Contardo Calligaris

Receita do amor que dura: amar o outro não apesar de sua diferença, mas por ele ser diferente.

Em geral , na literatura, no cinema e nas nossa fantasias, as histórias de amor acabam quando os amantes se juntam (é o modelo Cinderela) ou, então, quando a união esbarra num obstáculo intransponível (é o modelo Romeu e Julieta). No modelo Cinderela, o narrador nos deixa sonhando com um “viveram felizes para sempre”, que seria a “óbvia” conseqüência da paixão. No modelo Romeu e Julieta, a felicidade que os amantes teriam conhecido, se tivessem podido se juntar, é uma hipótese indiscutível. O destino adverso que separou os amantes (ou os juntou na morte) perderia seu valor trágico se perguntássemos: será que Romeu e Julieta continuariam se amando com afinco se, um dia, conseguissem deitar-se juntos sem que Romeu tivesse que escalar a casa de Julieta até o famoso balcão? Ou se, em vez de enfrentar a oposição letal de suas ascendências, eles passassem os domingos em espantosos churrascos de família?


Talvez as histórias de amor que acabam mal nos fascinem porque, nelas, a dificuldade do amor se apresenta disfarçada. A luta trágica contra o mundo que se opõe à felicidade dos amantes pode ser uma metáfora gloriosa da dificuldade, tragicômica e inglória, da vida conjugal. O casal que dura no tempo, em regra, não é tema para uma história de amor, mas para farsa ou vaudeville -às vezes, para conto de terror, à la “Dormindo com o Inimigo”.

Durante décadas, Calvin Trillin escreveu uma narrativa de sua vida de casal, na revista “New Yorker” e em alguns livros (por exemplo, “Travels with Alice”, viajando com Alice, de 1989, e “Alice, Let’s Eat”, Alice, vamos para a mesa, de 1978). Nesses escritos, que são só uma parte de sua produção, Trillin compunha com sua mulher, Alice, uma dobradinha humorística, em que Calvin era o avoado, o feio e o desajeitado, e Alice encarnava, ao mesmo tempo, a beleza, a graça e a sabedoria concreta de vida.

À primeira vista, isso confirma a regra: a vida de casal é um tema cômico. Mas as crônicas de Trillin eram delicadas e tocantes: engraçadas, mas nunca grotescas. Trillin não zombava da dificuldade da vida de casal: ele nos divertia celebrando a alegria do casamento. Qual era seu segredo? Pois bem, Alice, com quem Trillin se casou em 1965, morreu em 2001.

Trillin escreveu “Sobre Alice”, que acaba de ser publicado pela Globo. Esse pequeno e tocante texto de despedida desvenda o segredo de um amor e de uma convivência felizes, que duraram 35 anos. O segredo é o seguinte: Calvin e Alice, as personagens das crônicas, não eram artifícios literários, eram os próprios. A oposição entre os dois foi, efetivamente, o jeito especial que eles inventaram para conviver e prolongar o amor na convivência.

Considere esta citação de um texto anterior, que aparece no começo de “Sobre Alice”: “Minha mulher, Alice, tem a estranha propensão de limitar nossa família a três refeições por dia”. A graça está no fato de que a “propensão” de Alice não é extravagante, mas é contemplada por Calvin como se fosse um hábito exótico.

Alice é situada e mantida numa alteridade rigorosa, em que é impossível distinguir qualidades e defeitos: Calvin a ama e admira como a gente contempla, fascinado, uma espécie desconhecida num documentário do Discovery Channel. Se amo e admiro o outro por ele ser diferente de mim (e não apesar de ele ser diferente de mim), não posso considerar que minha maneira de ser seja a única certa. Se Calvin acha extraordinário que Alice acredite na virtude de três refeições diárias, ele pode continuar petiscando o dia todo, mas seu hábito lhe parecerá, no fundo, tão estranho quanto o de Alice.

Com isso, Calvin e Alice transformaram sua vida de casal numa aventura fascinante: a aventura de sempre descobrir o outro, cuja diferença inesperada nos dá, de brinde, a certeza de que nossa obstinada maneira de ser, nossos jeitos e nossa neurose não precisam ser uma norma universal, nem mesmo a norma do casal. Há quem diga que o parceiro ideal é aquele que nos faz rir. Trillin completou a fórmula: Alice era quem conseguia fazê-lo rir dele mesmo. Com isso, ele descobriu a receita do amor que dura.

domingo, 14 de agosto de 2011

Pai




Pai
Dele tenho o nome as feiçoes e os principios que norteiam minha vida.Com ele aprendi muito em nossas andanças .Fomos muito felizes, caminhamos juntos pela terra 36 anos e alguns meses.Interseção maravilhosa na vida , nunca me esquecerei do seu carinho, dos seus conselhos, eramos cumplices e nos entendiamos muito bem.Você se foi e eu fiquei por aqui para representa-lo nessa maravilha que é a vida.Esteja onde estiver receba minha homenagem no dia dedicado aos Pais.

Pequena Biografia
João de Castro Sales -1922-1999
Filho de João Rufino de Sales e Raimunda Urcezina de Castro Sales
Nasceu em Itapagé-Ceára
Foi Coronel da Policia Militar do Ceára
Viveu vida regrada e amorosa com sua esposa
Maria Aragão Sales com quem teve três filhos
Maria,Herbene e João Rufino(eu)
Foi muito mais do que um Pai...
Foi um exemplo a ser seguido e homenageado
Vida longa e próspera lhe sejam dados na eternidade onde hoje se encontra...

domingo, 7 de agosto de 2011

Painel Segurança Cibernética

A maioria das empresas no Brasil não estão preparadas para identificar e quantificar as perdas financeiras registadas durante os eventos de segurança cybernética nem são devidamente estruturadas para gerenciar riscos de segurança cibernética em geral.
No ano de 2008 da Deloitte Segurança da Informação & Enterprise Risk concluiu um estudo em que informava que 75% das empresas nos EUA não tem uma pessoa encarregada de gerenciar riscos cibernéticos. O estudo também descobriu que 65% das empresas não têm nem um processo documentado através do qual a avaliação de risco cybernético possa ser quantificado e adequadamente mitigado.
Não obstante as medidas progressivas que foram tomadas em algumas organizações, uma pesquisa da Carnegie Mellon University (CMU) concluiu: "Ainda há uma lacuna entre a tecnologia da informação (TI) e gerenciamento de riscos corporativos. Resultados da pesquisa confirmam que os conselhos e executivos seniores não são adequadamente envolvidos em áreas-chave relacionadas à governança de segurança da empresa”.
O estudo CMU também forneceu detalhes alarmantes sobre o estado da estrutura de gerenciamento de riscos corporativos de segurança cibernética. . O estudo apontou que:
- Só 17% das empresas tinha uma equipe de segurança cibernética própria
- Menos da metade dos entrevistados (47%) tinha na empresa um plano formal de gestão de risco.
- Dos 47% que tinha um plano de gestão de risco, um terço não incluem riscos relacionados à TI no plano.
Esses problemas estruturais e de gestão têm levantado preocupações nos mais altos níveis do governo dos EUA. O Presidente Obama em discurso na Casa Branca em 29 de maio de 2009 disse:
"Não é suficiente para a força de trabalho de tecnologia da informação compreender a importância da segurança cibernética; líderes em todos os níveis de governo e da indústria precisam ser capazes de fazer negócios , investimentos e decisões baseadas em conhecimento dos riscos e impactos potenciais"
Em 2010 o Ministério da Defesa criou Nucleo do Centro de Defesa Cibernética para estudar o assunto e adquirir capacidade de Defesa Cibernética.
Os recentes ataques noticiados pela mídia nacional e internacional mostram a importância do Tema.
O Painel segurança e defesa cibernética pretende discutir o assunto.
Venha e participe. Vc é meu convidado
Teatro Pedro Ivo - Florianopolis - SC -
http://www.facebook.com/#!/event.php?eid=129494400476520

http://sistemas.sc.gov.br/ciasc/eventos/ciasc_painel/painel.htm

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Despedida do Exército Brasileiro -


Neste momento em que encerro minha jornada de mais de 30 anos no Exército Brasileiro, e que tenho a oportunidade de dizer algumas palavras aos presentes, quero iniciá-las afirmando que vivi aqui,os momentos mais felizes e gratificantes da minha vida profissional e pessoal até o presente momento.

Quando entrei na carreira militar(e pe...rmitam-me incluir o saudoso Colégio Militar de Fortaleza onde ingressei com 11 anos de idade), tinha por objetivo algumas metas pessoais a serem conquistadas e com satisfação vejo-as todas alcançadas e algumas até superando as expectativas iniciais.Relembro como farol as duas ultimas frases da canção de meu estimado Educandário” Nosso ideal de pelejar não cansa. Para frente custe o que custar.

Assim ao longo de 11480 dias vividos nas cidades de Fortaleza ,Resende , São Gabriel, Rio de Janeiro, Alegrete, Picos, Grajau , Porto Franco, Santa Maria, São Paulo e Brasília consegui concluir muitas realizações que nesse momento me enchem de orgulho e satisfação.Servindo ao nosso valoroso Exército me foi possivel conhecer todos os Estados da nossa pujante federação e algunas nações amigas, em todos os lugares fui sempre recebido como um filho, criei raízes , plantei sementes e colhi os deliciosos frutos do trabalho.

Preocupei-me, aconselhado por meu saudoso pai Cel Sales do qual herdei a espada de oficial, em dar bem estar aos meus subordinados vendo em cada um os filhos e as filhas de minha propria ansia de viver.

Concluo, hoje, mais uma etapa de minha vida e, com muito orgulho levo a satisfação do dever cumprido e um grande número de novos amigos conquistados. Hoje, não obstante a emoção que sinto, já me é possível concluir que vivi uma rica experiência de revelação e crescimento humano e profissional. Portanto, o sentimento maior que tenho a externar é o de gratidão para com todos que interagi nessa jornada.

A Deus - princípio e fim de todas as coisas agradeço o dom da vida, por intermédio de meu pai – que se ascendeu – e de minha mãe Maria, graças a Deus ainda neste plano – me foi concedida a oportunidade de estar aqui hoje com vocês e a convivência salutar e fraterna com minhas irmãs Marieta e Herbene

Agradeço a todos os meus comandantes de ontem e de hoje pela atenção ,compreensão, amizade, dedicação, competência profissional. e imprescindível apoio que sempre me distinguiram.

Agradeço a abnegação e o desprendimento, além do dever, dos meus subordinados e pares. Rendo minhas homenagens a cada um dos oficiais , praças e funcionários civis que chefiei ou servi junto lado a lado, ombro a ombro. Testemunhei a sua dedicação infatigável na busca da autosuperação. De vocês recebi a palavra amiga e encorajadora, a disciplina consciente, o espontâneo respeito e o assessoramento correto . Honrou-me estar convosco. Ao contemplá-los e reconhecer o seu valor, renovo a minha crença na Instituição Exército Brasileiro e em nosso amado Brasil.

Aos muitos amigos da sociedade de tantas cidades que me acolheram agradeço a cortesia, amizade, consideração, colaboração e eficiência nas diversas ocasiões que labutamos e convivemos, o meu até breve com certeza estaremos juntos novamente.

Meu tributo aos camaradas da reserva, pela amizade e apoio recebidos, suas presenças constantes e ensinamentos foram o incentivo para a preservação das mais caras tradições do nosso Exército.

À sempre amada esposa Núbia Helena - compromisso e escolha pessoal livre e única para toda a vida - pelo carinho, amor,atenção, dedicação, aconselhamento e companheirismo em todas as horas e opções que juntos construímos.Temos por espelho os nossos olhos;
O teu riso é minha alegria,E o teu pranto, a minha tristeza.Se eu fechar os olhos, tu estarás presente;Se eu adormecer, serás meu sonho;E serás, ao despertar, o sol que desponta.És mais que minha sombra pois no escuro ela se vai e mesmo lá posso te sentir.



As minhas adoradas filhas Maria Helena e Maria Eduarda pelo apoio, dedicação, entusiasmo, amizade e beleza que me ensinam que somente um grande amor pode produzir grandes realizações, vocês são meu maior tesouro e certeza da vida eterna, mesmo após a hora final meus genes estarão vivos em vossa guarda.

Admirando a todos que aqui estão e na lembrança dos muitos que aqui não puderam estar, constato que o exercício desta nobre carreira me permitiu agregar uma legião de novos amigos. Portanto, o sentimento que me envolve não é tanto de afastamento ou perda, mas, reafirmo: de apreço e gratidão. Estarei à disposição de todos em minha nova comissão na Presidência do Centro de Informatica e Automação do Estado de Santa Catarina . É um novo desafio para o qual fui com a mesma alegria e entusiasmo . “Aproxima-se o momento da partida” no exemplo de São Paulo “combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé”.Nasci no seio de uma familia militar, fui criança , adolescente e adulto nas fileiras do nosso Exército, tenho 48 anos de idade 37 deles envergando uma das fardas do nosso Regulamento de Uniformes, como disse o General Octavio Costa.



“A farda ....é uma outra pele, que adere à própria alma, irreversível para sempre.”




Muito obrigado a todos que me honraram com sua amizade e presença pessoal ou espiritual.

Que Deus nos abençoe!

quinta-feira, 28 de julho de 2011

The game is over



At a time when I close my journey of more than 30 years in the Brazilian Army, and I have the opportunity to say a few words , I want to start by saying that I lived here, the happiest and the most rewarding moments of my professional and personal life until the present time.

When I entered the military career (and permit me include Military College of Fortaleza where I joined 11 years old), was engaged in some personal goals to be achieved and gladly see them all reached and some even exceeding expectations .Remember the last two sentences of the song my dear College "Our ideal is don't be tired of fighting. Forward at all costs."

Just over 11,480 days lived in the cities of Fortaleza, Resende, São Gabriel, Rio de Janeiro, Alegrete Picos ,Grajau, Porto Franco, Santa Maria, Sao Paulo and Brasilia could complete many accomplishments at that moment fills me with pride and satisfaction . Serving our valiant army I can stay in all states of our federation And some friendly nations everywhere I have always been received as a sun, I created roots, planted seeds and harvested the delicious fruits of labor.

I conclude today, another step of my life and I take great pride in the satisfaction of duty done and a lot of new friends won. Today, despite the emotion I feel, I can already conclude that I lived a rich experience of revelation and human and professional growth. Therefore, the greatest feeling I have is to express the gratitude to all who interacted on this journey.

The God - the beginning and end of all things, thanks for the gift of life, through my father Cel Sales- who ascended - and my mother Mary, thank God, still on this plane - I was given the opportunity to be here with you today healthy and living with my sisters Marieta and Herbene

I thank all my commanders from yesterday and today by the attention, understanding, friendship, dedication, professional competence and essential support that I have always been distinguished.

Thank you for your dedication and selflessness, and the duty of my subordinates and peers. Give my regards to each of the comissioned or non-comissioned officers, and civil who lead or serve along side by side, shoulder to shoulder. I witnessed their tireless dedication . You give me the word of friendship and encouragement, discipline conscious and the spontaneous and correct advice. You all honored me to stay with you. When i looked all and recognize their value, renew my belief in the institution in the Brazilian Army and our beloved Brazil.

To the many friends of the society in many cities that welcomed me, I appreciate the courtesy, friendliness, consideration, cooperation and efficiency in several occasions that we live ,soon we will be together again for sure.

My tribute to the retired oficcers , for friendship and support received, their constant presence and teachings were the incentive for the preservation of the great traditions of our Army.

For my always beloved wife Nubia Helena - personal choice and commitment for all life - I apreciate the affection, love, attention, care, counseling and companionship at all hours and options that together we build.

My beloved daughters Maria Helena and Maria Eduarda for the support, dedication, enthusiasm, friendship and beauty, that teach me only a great love can produce great achievements, you are my greatest treasure and assurance of eternal life, even after the final hour my genes will be alive in your guard.

Admiring everyone that is here and in the minds of many who could not be here, I notice that the exercise of this noble career allowed me to add a legion of new friends. Therefore, the feeling that surrounds me is not so much the removal or loss, but reaffirmed, appreciation and gratitude. I'll be available to everyone in my new commission as president of the Center for Informatics and Automation of the State of Santa Catarina. It is a new challenge for which I was with the same compromise and enthusiasm. "Come on the time of departure" in the example of St. Paul "fought the good fight, finished the race, kept the faith." I was born into a military family, I was a child, teenager and adult in the ranks of our army, have 48 years of age 37 one of them wearing uniforms of our uniform policy, as said by General Octavio Costa.



"The uniform is .... another skin that adheres to our soul, forever irreversible."




Many thanks to all who have honored me with their friendship and personal or spiritual presence.

God bless us!

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Dez Destaques Ambientais do Brasil

O debate sobre a reforma do Código Florestal foi dominado pelos ambientalistas e por uma “ciência” manipulada. Entretanto o produtor rural continua sem voz nem vez. Grande parte da agropecuária continua ameaçada.

A sociedade brasileira juntamente com o setor agrícola quer que o novo Código Florestal garanta o direito de propriedade e a livre iniciativa, princípios básicos de uma economia sadia. O novo Código Florestal deve regularizar a situação ambiental dos produtores e, em segundo lugar, definir regras claras que possibilitem a expansão e o desenvolvimento das atividades agrosilvopastoris.

Não podemos engessar as nossas áreas agrícolas baseados em mitos ecológicos. O argumento de que a agricultura brasileira apresenta baixos índices de produtividade se comparados ao restante do mundo não é verdadeiro. Cumpre continuar crescendo a produtividade da agropecuária e também ocupar novas áreas para aumentar a produção agrosilvopastoril.

O estudo “Dez destaques ambientais do Brasil” do Dr. Evaristo Eduardo de Miranda apresenta serenamente como o Brasil já foi longe nas questões ambientais. Parte ele da realidade existente, não entrando no mérito das questões levantadas. Um estudo técnico de alto valor que pode servir de subsídio a todos os que lutam pela preservação do agronegócio e em defesa da propriedade privada.
D. Bertrand

Segue o texto do Dr. Evaristo Eduardo de Miranda.



Dez Destaques Ambientais do Brasil[1]

Evaristo Eduardo de Miranda

Doutor em Ecologia, pesquisador da EMBRAPA, Assessor da Presidência República

Apresentado como uma das fortes economias emergentes, o Brasil já é uma potência ambiental no cenário internacional. Porém persiste uma absurda e injustificada vitimização do País e de sua agricultura no tema ambiental, cultivada aqui e no exterior. Dez destaques ambientais relevantes ilustram com fatos e números a posição excepcional do Brasil.

1 – O Brasil tem a maior área protegida do mundo

O Brasil é o país com mais áreas protegidas em todo o mundo: 2,4 milhões de quilômetros quadrados, 28% do seu território. Em segundo lugar vem a China com 1,6 milhões de km2 de áreas protegidas, 17% de seu território. Em terceiro lugar está a Rússia, o maior país do mundo, com 1,4 milhões de km2, cerca de 8% do seu território. Em quarto lugar vem os Estados Unidos da América com 1,2 milhões de km2, 12% de seu território e em quinto a Austrália com 730 mil km2, 9% de sua extensão. A média mundial de áreas protegidas é 12,2%, segundo a IUCN (International Union for Conservation of Nature - www.iucn.org/).

Muitas das áreas protegidas desses países estão em desertos, montanhas íngremes, regiões polares etc. No Brasil, as áreas protegidas ocupam, em geral, terras com grande potencial de uso, de onde decorre parte da dificuldade de preservação.

Na maioria dos países – sobretudo os industrializados – os Parques Nacionais admitem presença de agricultura, pecuária, vilarejos, turismo etc. No Brasil, as Unidades de Conservação de Proteção Integral (443 mil km2), na imensa maioria, não admitem nem visitantes. A ONU considera o País como líder na criação de áreas protegidas: dos mais de 700.000 km2 de áreas protegidas criadas nos últimos sete anos em todo o mundo, 75% foi no Brasil! (www.brasil.gov.br/cop10/). As áreas protegidas já cobrem 54% da floresta amazônica brasileira.

2 - Brasil é um dos países que mais conservou suas florestas


Os desmatamentos erradicaram mais de 75% da área florestal do Planeta e restam hoje menos de 15,5 milhões de km2. A Europa, sem a Rússia, detinha mais de 7% das florestas do Planeta e hoje tem apenas 0,1%. A África possuía quase 11% e agora 3,4%. A Ásia já deteve quase um quarto das florestas mundiais (23,6%), hoje possui 5,5% e segue desmatando. No sentido inverso, a América do Sul que detinha 18,2% das florestas, agora detém 41,4% e o grande responsável por esse remanescente é o Brasil que preserva ainda 69% de sua vegetação natural. O Brasil possuía 9,8% das florestas originais do Planeta e, no prazo de dois séculos, devido aos desmatamentos realizados em todo o mundo, passou a deter 28,3%!

Se o desflorestamento mundial prosseguir no ritmo atual, o Brasil – por ser um dos que menos desmatou – poderá ser responsável, no futuro, por quase metade das florestas primárias do Planeta. Ao invés de ser reconhecido pelo seu histórico de manutenção da cobertura florestal, o País é severamente criticado pelos campeões históricos do desmatamento (www.desmatamento.cnpm.embrapa.br/).

3 – O Brasil é o único país a exigir que agricultores mantenham de 20 a 80% de suas propriedades com floresta nativa intocada

O Código Florestal brasileiro estabelece que de 20 a 80% da propriedade rural, em função do bioma onde se localiza, deva ser mantido com a cobertura vegetal nativa a título de Reserva Legal (Art. 1 § 2 – III). Essa “área localizada no interior de uma propriedade ou posse rural, excetuada a de preservação permanente” é considerada “necessária ao uso sustentável dos recursos naturais, à conservação e reabilitação dos processos ecológicos, à conservação da biodiversidade e ao abrigo e proteção de fauna e flora nativas” (www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L4771.htm).

A Lei também proíbe o uso de áreas consideradas de preservação permanente – APPs, associadas à hidrografia e ao relevo. No Censo do IBGE de 2006, os agricultores mantinham em suas propriedades 858 mil km2 de florestas (10% do território nacional), dos quais destinavam mais de 500 mil km2 à RL e APPs. Para cumprir a Lei, esse número deverá crescer e o total de áreas legalmente protegidas do Brasil se ultrapassará 60% do território nacional, um caso único em todo o Planeta.

4 – O Brasil é líder no uso de energia renovável

O País tem uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo. Segundo os dados do Balanço Energético Nacional – BEN de 2010 – Ano Base 2009, 47,3% da energia brasileira provém de fontes renováveis (cana de açúcar, hidroelétricas, lenha e carvão e outros renováveis) contra uma média mundial de 18,6%. A média do uso de energia renovável pelos países da OCDE é de apenas 7,2 (http://ben.epe.gov.br/).

5 – A agricultura brasileira produz quase o terço da energia do Brasil

Além de ser grande produtora de alimentos e fibras, a agricultura garante 30,5% da matriz energética do Brasil, o equivalente de 68,3 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (TEP). A cana de açúcar (etanol, cogeração de energia elétrica e outros) garante 18,3% da energia do Brasil e há anos ultrapassou a contribuição das hidroelétricas (15,2%). As florestas energéticas (lenha e carvão) garantem 10,3% da matriz.

Graças ao seu desenvolvimento tecnológico, a agricultura consome apenas 4,5 % de energia fóssil na matriz ou algo equivalente 9,1M de TEP para produzir toda essa agroenergia (http://ben.epe.gov.br/). Só a técnica do plantio direto – que eliminou a aração em mais de 266 mil km2 de produção de grãos – reduziu em 40% o consumo de diesel (www.febrapdp.org.br/).

6 - O Brasil pouco contribui para o efeito estufa pela emissão de CO2

O mundo emitiu 31,5 bilhões de toneladas de CO2 de origem fóssil em 2008. A China respondeu por 21% das emissões mundiais (6,5 bilhões de toneladas), seguida pelos EUA (19%), Rússia (5,5%), Índia (4,8%) e Japão (3,9%). Esses cinco países somam 53,4% das emissões planetárias. A China aumentou sua emissão em um bilhão de toneladas de 2005 a 2008!

O Brasil, com 428 milhões de toneladas anuais, ficou em 17º lugar (1,4%), bem atrás da Alemanha, Canadá, Inglaterra, Irã, Itália, África do Sul, Austrália, México, Indonésia e outros, segundo dados da Energy Information Administration (http://tonto.eia.doe.gov/).

7 - O Brasil está entre os que menos emitem CO2 por habitante/ano

A Austrália e os Estados Unidos são líderes da emissão de CO2 por habitante/ano: 20,3 e 19,9 toneladas! Só perdem para alguns países produtores de petróleo como Qatar (74 t) ou Emirados Árabes (43 t). Em seguida vêm o Canadá (17,9 t), a Holanda (17 t), a Estônia (16 t), a Bélgica (14,9 t) e a Rússia (11,7t). Com 17 t, a Holanda é uma das campeãs européias das emissões por habitante.
Cada brasileiro emite 2,1 toneladas de CO2 por ano, dez vezes menos do que australianos e norte-americanos, quatro vezes menos do que os europeus e metade da média mundial. Neste ranking, ocupamos a posição de 86º no mundo (http://tonto.eia.doe.gov).

8 – O Brasil é líder mundial em economia de baixo carbono

O quociente entre o total de CO2 emitido e o Produto Interno Bruto (PIB) dá uma medida da eficiência energética e ambiental das economias nacionais na geração de riquezas. Dada a variação da cotação do dólar entre países, o PIB foi calculado em função do poder de compra das moedas nacionais, o Purchasing Power Parities (PPP).

Os campeões de emissões de CO2 para gerar riquezas (os menos eficientes) são Coréia do Sul (1,45), África do Sul (1,38), Cuba (1,34) e Ucrânia (1,2). O Brasil, com um quociente de 0,24, é mais eficiente do que uma centena de países no mundo: ocupa a posição de 104º.

9 – O Brasil reduziu em 80% o desmatamento da Amazônia

Entre Agosto de 2009 e Julho de 2010, a Amazônia perdeu 6,45 mil km2de floresta, o menor patamar em 22 anos. É a menor taxa anual de desmate registrada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), desde o início do levantamento, em 1988 (www.obt.inpe.br/prodes/). Com a taxa de anual de 6 mil km2, o Brasil se aproxima da meta de reduzir o desmatamento da Amazônia em 80% até 2020. Pelo cronograma, assumido em compromisso internacional, o país chegaria a uma taxa anual de 3,5 mil km2de desmate. O Governo cogita antecipar a meta para 2016 (www.casacivil.gov.br/.arquivos/pasta.2010-08-02.3288787907/ppcdam_Parte3.pdf).

10 – O Brasil é campeão de reciclagem

O Brasil lidera mundialmente, pelo sétimo ano consecutivo, a reciclagem de latas de alumínio, com um percentual de 96,5% do total comercializado no mercado interno, em 2007. Foram recicladas 160,6 mil toneladas de sucata de latas, o que corresponde a 11,9 bilhões de unidades ou 1,4 milhão por hora. Trata-se do maior resultado registrado pelo índice, desde 1990. O segundo colocado no ranking é o Japão, com 92,7% de reciclagem (que, lá, é obrigatória por Lei) (www.cempre.org.br/).

Em 2009, o Brasil foi o 9º produtor mundial de papel com quase 10 milhões de toneladas. Cerca de 50% do papel consumido no Brasil é reciclado. Mais de 80% do volume de papel ondulado consumido em 2009 (65% das aparas) foi reciclado, contra 68,2% em 1992. O índice só não é maior porque o Brasil aumentou muito suas exportações de produtos industrializados. Carne, frango, frutas, calçados e móveis entre outros, embalados em papelão ondulado, geraram reciclagem no exterior. A reciclagem de papéis de escritório (revistas, folhetos, papéis de carta, papel branco etc.) ultrapassa 40%. Essa reciclagem a reduz o consumo de energia e água, e induz um menor corte de árvores (www.bracelpa.org.br/).

EUA lideram a perda de florestas no mundo

Em artigo de 2010 nos Proceedings da National Academy of Sciences sobre o desmatamento, os EUA aparecem como quem mais desmatou suas florestas em todo o mundo, entre 2000 e 2005: 6% de suas florestas. O Canadá ficou em segundo lugar com 5,2% e o Brasil em terceiro com 3,6%. Em termos absolutos, o Brasil ficou em primeiro com a perda de 165.000 km2 de florestas, seguido de perto pelo Canadá com 160.000 km2. Os EUA ficaram em terceiro com 120.000 km2, segundo dados do Colégio de Ciências Ambientais e Florestais da Universidade de N. Iorque (www.pnas.org/content/early/2010/04/07/0912668107).

O excepcional desempenho energético e ambiental do Brasil e de sua agricultura não é uma licença para agir de forma irresponsável, mas em matéria de sustentabilidade existe uma injustificável vitimização do País.



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[1] Artigo na Revista Eco 21. Edição 173. Abril. RJ.(http://www.eco21.com.br/textos/textos.asp?ID=2426)

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Esse Você Precisa Ver:

Encontrei o texto do post de hoje na Internet. É a mais pura das realidades. Todos nós(homens ou mulheres) em algum momento da vida já nos sentimos assim. Vinte e seis anos de casado me ensinaram isso. Amar não é ceder aos impulsos da alma ou do coração. Amar é acima de tudo viver sem ter mêdo ou arrependimento. Não é porque o amor não foi eterno que ele não é infinito. A certeza maior é que a vida não para, nossas realidades não podem ser mudadas da noite para o dia, temos compromissos, filhos, outros amores que necessitam ser cultivados tb. Quatro dias podem parecer pouco para viver algo importante, um encontro, um olhar, o tempo não importa, o que importa é ter vivido, causa dor sim mas valeu.São segredos que guardamos para sempre, talvez um dia sejam revelados no ocaso da vida ou num rompante isano. Não importa. Boa Leitura


'As Pontes de Madison'



Autor de pequenas obras-primas do cinema pós anos 2000 como Menina de Ouro e Sobre Meninos e Lobos, Clint Eastwood nunca irá perder sua imagem de cowboy de western spaguetti. Porém, por trás daquela pose de alguém que pode despejar o tambor de um revólver sobre o inimigo, e ainda beber um brandy antes de deixar o saloon, há a alma de um homem bastante sentimental. Isso começou a surgir quando Eastwood filmou Bird, cinebiografia de Charlie Parker, em 1988. Um cowboy contando a história de uma lenda do jazz? Algo estava errado. E ficou ainda mais "errado" quando Eastwood voltou ao Oeste e trouxe de lá Os Imperdoáveis, uma película de cowboy em plenos anos 90, que faturou Oscar de Melhor Filme e mostrou que mesmo no peito de quem segura uma espingarda de dois canos bate um coração.

Eastwood queria mais. Em Um Mundo Perfeito (1994), Clint fez de Kevin Costner um bandido foragido que seqüestra um menino, jogou um punhado de dólares sobre seu corpo (a cena final é arrepiante) e construiu uma amizade tocante aonde não deveria existir nada, como se flores pudessem nascer no asfalto. O resultado é acachapante, e abriu caminho para sua obra mais ousada até então: As Pontes de Madison. O que um cowboy sabe sobre o amor? Mais do que eu, você, e qualquer apaixonado pudéssemos imaginar. De natureza simples, As Pontes de Madison desenha um romance absolutamente perfeito em sua imperfeição. O roteiro brinca com os minutos, arrastando as cenas, como se quatro dias pudessem ser mais importantes que uma vida inteira. E podem. E são. Pouco menos de 100 horas que valem uma eternidade, ou duas.

Em As Pontes de Madison, Clint é Robert Kincaid, um fotógrafo da National Geografic que está no Iowa para fotografar antigas pontes cobertas, famosas na região, para uma reportagem da revista. Meryl Streep é Francesca Johnson, uma dona de casa que trocou a Itália pelo sonho de viver na América. Casou-se com um soldado, e anos depois se vê criando os dois filhos do casal na paisagem bucólica de uma fazenda em que pouca coisa acontece, e vive-se a vida porque se acorda todo o dia, e não porque se têm sonhos. Perdido, o fotógrafo pede informações na fazenda dos Johnsons, mas a família foi para uma feira agropecuária, e apenas Francesca está em casa. O que acontece após este esbarrão do destino é aquilo que a astrologia resume como "efeito urano": é quando uma pessoa faz uma "burrada" tão grande que detona a sua própria vida e a de outras pessoas. Bem, quase faz, e é neste fragmento do "quase" que reside a beleza deste filme.

Nossos dois personagens desse épico romântico moderno passam quatro dias juntos, se apaixonam, descobrem uma certeza que só se tem uma vez na vida, e são obrigados a escolher entre ficar ou fugir. A encruzilhada abre diversas possibilidades e questionamentos. O amor, tal qual o conhecemos, sobrevive a rotina? É possível ser feliz após ter detonado a vida de uma porção de pessoas para alcançar essa felicidade? O passado pode ser esquecido como se queimássemos uma folha de papel e jogássemos as cinzas pela janela? É possível amar e não estar com a pessoa amada? Essa história de alma gêmea é uma brincadeira divina (o homem lá de cima deve ser um cara extremamente divertido) ou podemos, num momento x de nossas vidas, encontrar uma pessoa que nos faça acreditar que caminhamos uma vida toda para chegar a este encontro?

Enquanto você matuta respostas, Robert e Francesca são condenados a viver o amor em silêncio. E não existe amor mais forte que este, pois "o amor é fogo que arde sem se ver, é ferida que dói e não se sente", e como carregar por toda uma vida um amor que só durou quatro dias? Amando. É cruel e inconcebível pensar assim, mas apenas quem ama verdadeiramente pode entender que após encontrar a pessoa amada, o mundo ganha um novo significado, e a vida se transforma em uma estrada de mão única cuja última e única parada é chamada apropriadamente de fim. O amor justifica a vida. Melhor sofrer por amor que viver sem amar, diria o poetinha. Por mais vileza que seja amar em silêncio, não há como fugir desse destino. Porque só amando é que vamos correr o risco de sermos amados e, nesse fragmento de sorte, sermos eternamente felizes. No entanto, não se entra em uma história de amor para se ser infeliz, mas a infelicidade está incluída implicitamente na hora que compramos o pacote. Dói, eu sei, mas é só assim que você poderá ter a chance de guardar quatro dias inesquecíveis para se lembrar para o resto da vida. Pode parecer pouco, mas não é... acredite.

Clint Eastwood abusa do direito de ser comovente em uma cena clássica: na chuva, Robert pára no meio da rua enquanto o marido de Francesca, que voltou com os filhos, faz compras. A cena se arrasta e Francesca segura a maçaneta da porta do carro com tanta força que deve ter sentido o objeto atravessar seu coração. Ela quer deixar o carro. Ela quer correr na chuva para o seu amado. Ela quer deixar a fazenda para trás, seus filhos, uma vida sem sonhos, mas a razão está ali despejando um mundo de motivos para que ela deixe o amor virar a esquina e partir para sempre, para longe de seus olhos, longe de seu corpo, mas não longe da alma. Ela se desespera, chora, e volta a viver porque viver é preciso, afinal, acordamos todos os dias a espera do fim. E com o fim, a crença no reencontro. Injusto? Não. O amor não tem nada a ver com justiça. O amor é maior que a vida. E talvez você entenda isso melhor quando tiver aquela certeza que nós só teremos uma vez na vida. Quando isso acontecer, tudo fará sentido. E amar em silêncio não será tão inconcebível. Porque enquanto o corpo sente falta do toque, a alma está totalmente completa. E, sabemos, um dia todos vamos ser apenas poeira no chão. Ou nos arredores de um ponte.

As Pontes de Madison é uma adaptação do famoso romance The Bridges of Madison County, de Robert James Waller, que supostamente é baseado em uma história real. Mais do que surpreender o espectador, que talvez nunca esperasse uma história de amor contada com tanta soberba e maestria por um dos heróis da classe western, As Pontes de Madison encanta por retratar o amor na idade adulta, quando pouco de nós espera alguma coisa a mais da vida, quando nossos sonhos de adolescência foram esquecidos, e a lembrança de que um dia sonhamos é algo que nos faz analisar e questionar toda uma existência. Quase ao final do filme, quando Francesca pede aos filhos que aceitem seu último desejo, dizendo que deu sua vida à família, e quer deixar para Robert o que restou dela, é impossível não entregar os pontos, as lágrimas, o coração e a alma para Clint Eastwood. Ele conseguiu algo que poucos conseguem: retratar o amor sem ser piegas ou cínico ou vingativo. E com isso, conseguiu filmar uma pequena obra-prima, mais uma de seu excelente currículo como cineasta, um filme que você precisa ver

http://www.screamyell.com.br/cinemadois/pontesdemadison.htm

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Cavalgando cavalos mortos

A sabedoria da tribo Dakota prega que quando você perceber que está cavalgando um cavalo morto, a melhor estratégia é descer do cavalo. Entretanto, no mundo dos negócios, nós tentamos outras estratégias, incluindo:
Comprar um chicote mais forte.
Trocar o cavaleiro.
Dizer coisas como: "Esta é a maneira que sempre montamos este cavalo".
Nomear um comitê para estudar o cavalo.
Visitar outros locais para analisar como eles montam cavalos mortos.
Elevar os padrões para cavalgar cavalos mortos.
Nomear uma Equipe de Elite para reviver o cavalo morto.
Realizar uma sessão de treinamento para aumentar a nossa capacidade de equitação.
Comparar o estado de cavalos mortos ao ambiente atual.
Alterar os requisitos declarando que "Este cavalo não está morto."
Contratar fornecedores para montar o cavalo morto.
Reunir vários cavalos mortos juntos para aumentar a velocidade.
Declarar que "Nenhum cavalo está tão morto que não possa ser chicoteado."
Conceder financiamento adicional para aumentar o desempenho do cavalo.
Fazer uma Análise de Custos para ver se os fornecedores podem montá-lo a um preço mais baixo.
Comprar um produto para fazer cavalos mortos correrem mais rápido.
Declarar que cavalos são "melhores, mais rápidos e mais baratos" quando estão mortos.
Formar um círculo de qualidade para encontrar usos para cavalos mortos.
Rever os requisitos de desempenho para cavalos.
Dizer que este cavalo foi adquirido como custo de uma variável independente.
Promover o cavalo morto a uma posição de supervisão.
Texto Original:

Dakota tribal wisdom says that when you discover you are riding a dead horse, the best strategy is to dismount. However, in business we often try other strategies with dead horses, including the following:
Buying a stronger whip.
Changing riders.
Say things like, "This is the way we have always ridden this horse."
Appointing a committee to study the horse.
Arranging to visit other sites to see how they ride dead horses.
Increasing the standards to ride dead horses.
Appointing a tiger team to revive the dead horse.
Creating a training session to increase our riding ability.
Comparing the state of dead horses in todays environment.
Change the requirements declaring that "This horse is not dead."
Hire contractors to ride the dead horse.
Harnessing several dead horses together for increased speed.
Declaring that "No horse is too dead to beat."
Providing additional funding to increase the horse’s performance.
Do a Cost Analysis study to see if contractors can ride it cheaper.
Purchase a product to make dead horses run faster.
Declare the horse is "better, faster and cheaper" dead.
Form a quality circle to find uses for dead horses.
Revisit the performance requirements for horses.
Say this horse was procured with cost as an independent variable.
Promote the dead horse to a supervisory positio

Minhas palavras são como as estrelas – elas não empalidecem.

Discurso feito pelo Chefe Seattle ao Presidente Franklin Pierce em 1854

(depois do Governo Americano ter dado a entender que desejava adquirir o Território da Tribo).


O grande chefe de Washington mandou dizer que desejava comprar a nossa terra, o grande chefe assegurou-nos também de sua amizade e benevolência. Isto é gentil de sua parte, pois sabemos que ele não precisa de nossa amizade.

Vamos, porém, pensar em sua oferta, pois sabemos que se não o fizermos, o homem branco virá com armas e tomará nossa terra. O grande chefe de Washington pode confiar no que o Chefe Seattle diz com a mesma certeza com que nossos irmãos brancos podem confiar na alteração das estações do ano.

Minhas palavras são como as estrelas – elas não empalidecem.

Como podes comprar ou vender o céu, o calor da terra? Tal idéia nos é estranha. Se não somos donos da pureza do ar ou do resplendor da água, como então podes comprá-los? Cada torrão desta terra é sagrado para meu povo, cada folha reluzente de pinheiro, cada praia arenosa, cada véu de neblina na floresta escura, cada clareira e inseto a zumbir são sagrados nas tradições e na consciência do meu povo. A seiva que circula nas árvores carrega consigo as recordações do homem vermelho.

O homem branco esquece a sua terra natal, quando – depois de morto – vai vagar por entre as estrelas. Os nossos mortos nunca esquecem esta formosa terra, pois ela é a mãe do homem vermelho. Somos parte da terra e ela é parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs; o cervo, o cavalo, a grande águia – são nossos irmãos. As cristas rochosas, os sumos da campina, o calor que emana do corpo de um mustang, e o homem – todos pertecem à mesma família.

Portanto, quando o grande chefe de Washington manda dizer que deseja comprar nossa terra, ele exige muito de nós. O grande chefe manda dizer que irá reservar para nós um lugar em que possamos viver confortavelmente. Ele será nosso pai e nós seremos seus filhos. Portanto, vamos considerar a tua oferta de comprar nossa terra. Mas não vai ser fácil, porque esta terra é para nós sagrada.

Esta água brilhante que corre nos rios e regatos não é apenas água, mas sim o sangue de nossos ancestrais. Se te vendermos a terra, terás de te lembrar que ela é sagrada e terás de ensinar a teus filhos que é sagrada e que cada reflexo espectral na água límpida dos lagos conta os eventos e as recordações da vida de meu povo. O rumorejar d’água é a voz do pai de meu pai. Os riois são nossos irmãos, eles apagam nossa sede. Os rios transportam nossas canoas e alimentam nossos filhos. Se te vendermos nossa terra, terás de te lembrar e ensinar a teus filhos que os rios são irmãos nossos e teus, e terás de dispensar aos rios a afabilidade que darias a um irmão.

Sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de viver. Para ele um lote de terra é igual a outro, porque ele é um forasteiro que chega na calada da noite e tira da terra tudo o que necessita. A terra não é sua irmã, mas sim sua inimiga, e depois de a conquistar, ele vai embora, deixa para trás os túmulos de seus antepassados, e nem se importa. Arrebata a terra das mãos de seus filhos e não se importa. Ficam esquecidos a sepultura de seu pai e o direito de seus filhos à herança. Ele trata sua mãe – a terra – e seu irmão – o céu – como coisas que podem ser compradas, saqueadas, vendidas como ovelha ou miçanga cintilante. Sua voracidade arruinará a terra, deixando para trás apenas um deserto.
Não sei. Nossos modos diferem dos teus. A vista de tuas cidades causa tormento aos olhos do homem vermelho. Mas talvez isto seja assim por ser o homem vermelho um selvagem que de nada entende.

Não há sequer um lugar calmo nas cidades do homem branco. Não há lugar onde se possa ouvir o desabrochar da folhagem na primavera ou o tinir das assa de um inseto. Mas talvez assim seja por ser eu um selvagem que nada compreende; o barulho parece apenas insultar os ouvidos. E que vida é aquela se um homem não pode ouvir a voz solitária do curiango ou, de noite, a conversa dos sapos em volta de um brejo? Sou um homem vermelho e nada compreendo. O índio prefere o suave sussurro do vento a sobrevoar a superfície de uma lagoa e o cheiro do próprio vento, purificado por uma chuva do meio-dia, ou rescendendo a pinheiro.

O ar é precioso para o homem vermelho, porque todas as criaturas respiram em comum – os animais, as árvores, o homem.

O homem branco parece não perceber o ar que respira. Como um moribundo em prolongada agonia, ele é insensivel ao ar fétido. Mas se te vendermos nossa terra, terás de te lembrar que o ar é precioso para nós, que o ar reparte seu espírito com toda a vida que ele sustenta. O vento que deu ao nosso bisavô o seu primeiro sopro de vida, também recebe o seu último suspiro. E se te vendermos nossa terra, deverás mantê-la reservada, feita santuário, como um lugar em que o próprio homem branco possa ir saborear o vento, adoçado com a fragância das flores campestres.

Assim pois, vamos considerar tua oferta para comprar nossa terra. Se decidirmos aceitar, farei uma condição: o homem branco deve tratar os animais desta terra como se fossem seus irmãos.

Sou um selvagem e desconheço que possa ser de outro jeito. Tenho visto milhares de bisões apodrecendo na pradaria, abandonados pelo homem branco que os abatia a tiros disparados do trem em movimento. Sou um selvagem e não compreendo como um fumegante cavalo de ferro possa ser mais importante do que o bisão que (nós – os índios ) matamos apenas para o sustento de nossa vida.

O que é o homem sem os animais? Se todos os animais acabassem, o homem morreria de uma grande solidão de espírito. Porque tudo quanto acontece aos animais, logo acontece ao homem. Tudo está relacionado entre si.

Deves ensinar a teus filhos que o chão debaixo de seus pés são as cinzas de nossos antepassados; para que tenham respeito ao país, conta a teus filhos que a riqueza da terra são as vidas da parentela nossa. Ensina a teus filhos o que temos ensinado aos nossos: que a terra é nossa mãe. Tudo quanto fere a terra – fere os filhos da terra. Se os homens cospem no chão, cospem sobre eles próprios.

De uma coisa sabemos. A terra não pertence, ao homem: é o homem que pertence à terra, disso temos certeza. Todas as coisas estão interligadas, como o sangue que une uma família. Tudo está relacionado entre si. Tudo quanto agride a terra, agride os filhos da terra. Não foi o homem quem teceu a trama da vida: ele é meramente um fio da mesma. Tudo o que ele fizer à trama, a si próprio fará.

Os nossos filhos viram seus pais humilhados na derrota. Os nossos guerreiros sucumbem sob o peso da vergonha. E depois da derrota passam o tempo em ócio, envenenando seu corpo com alimentos adocicados e bebidas ardentes. Não tem grande importância onde passaremos os nossos últimos dias – eles não são muitos. Mais algumas horas, mesmos uns invernos, e nenhum dos filhos das grandes tribos que viveram nesta terra ou que têm vagueado em pequenos bandos pelos bosques, sobrará para chorar, sobre os túmulos um povo que um dia foi tão poderoso e cheio de confiança como o nosso.

Nem o homem branco, cujo Deus com ele passeia e conversa como amigo para amigo, pode ser isento do destino comum. Poderíamos ser irmãos, apesar de tudo. Vamos ver, de uma coisa sabemos que o homem branco venha, talvez, um dia descobrir: nosso Deus é o mesmo Deus. Talvez julgues, agora, que o podes possuir do mesmo jeito como desejas possuir nossa terra; mas não podes. Ele é Deus da humanidade inteira e é igual sua piedade para com o homem vermelho e o homem branco. Esta terra é querida por ele, e causar dano à terra é cumular de desprezo o seu criador. Os brancos também vão acabar; talvez mais cedo do que todas as outras raças. Continuas poluindo a tua cama e hás de morrer uma noite, sufocado em teus próprios desejos.

Porém, ao perecerem, vocês brilharão com fulgor, abrasados, pela força de Deus que os trouxe a este país e, por algum desígnio especial, lhes deu o domínio sobre esta terra e sobre o homem vermelho. Esse destino é para nós um mistério, pois não podemos imaginar como será, quando todos os bisões forem massacrados, os cavalos bravios domados, as brenhas das florestas carregadas de odor de muita gente e a vista das velhas colinas empanada por fios que falam. Onde ficará o emaranhado da mata? Terá acabado. Onde estará a águia? Irá acabar. Restará dar adeus à andorinha e à caça; será o fim da vida e o começo da luta para sobreviver.

Compreenderíamos, talvez, se conhecêssemos com que sonha o homem branco, se soubéssemos quais as esperanças que transmite a seus filhos nas longas noites de inverno, quais as visões do futuro que oferece às suas mentes para que possam formar desejos para o dia de amanhã. Somos, porém, selvagens. Os sonhos do homem branco são para nós ocultos, e por serem ocultos, temos de escolher nosso próprio caminho. Se consentirmos, será para garantir as reservas que nos prometestes. Lá, talvez, possamos viver o nossos últimos dias conforme desejamos. Depois que o último homem vermelho tiver partido e a sua lembrança não passar da sombra de uma nuvem a pairar acima das pradarias, a alma do meu povo continuará vivendo nestas floresta e praias, porque nós a amamos como ama um recém-nascido o bater do coração de sua mãe.

Se te vendermos a nossa terra, ama-a como nós a amávamos. Proteje-a como nós a protegíamos. “Nunca esqueças de como era esta terra quando dela tomaste posse”: E com toda a tua força o teu poder e todo o teu coração – conserva-a para teus filhos e ama-a como Deus nos ama a todos. De uma coisa sabemos: o nosso Deus é o mesmo Deus, esta terra é por ele amada. Nem mesmo o homem branco pode evitar o nosso destino comum.

sábado, 18 de junho de 2011

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Amai-vos um ao outro, mas não façais do amor um grilhão

Amai-vos um ao outro, mas não façais do amor um grilhão:
Que haja antes um mar ondulante entre as praias de vossas almas.
Encheis a taça um do outro, mas não bebais na mesma taça.
Dai de vosso pão um ao outro, mas não comais do mesmo pedaço.
Cantai e dançai juntos, e sede alegres, mas deixai cada um de vos estar sozinho,
Assim como as cordas da lira são separadas e, no entanto, vibram na mesma harmonia.

Dai vossos corações, mas não confieis a guarda um do outro.
Pois somente a mão da vida pode conter nossos corações.
E vivei juntos, mas não vos aconchegueis em demasia;
Pois as colunas do templo erguem-se separadamente,
E o carvalho e o cipreste não crescem a sombra um do outro.

Khalil Gibran

sábado, 7 de maio de 2011

STF- União estável Homossexual - Completude

A respeito da recente decisão do STF convem que voltemos nossos olhos sobre um assunto polêmico , as novas relações entre homens e mulheres.É preciso entende-las não pela paixão mas usando a ótica da razão que é sempre mais eficaz para o entendimento do que é novo...é preciso superar situações e respeitar opiniões diversas, o mundo não muda de um dia para outro, mas mudança é o maior alimento da humanidade.Sugiro uma leitura atenta ao texto(compilado) do Site da Congregação Judaica do Brasil..


Um dos elementos da visão tradicional do casamento era o de que homens e mulheres são diferentes e incompletos um sem o outro , só encontrando completude ao se unir às suas contrapartes.. Esta questão é profunda e complexa e não pode ser esgotada aqui. No entanto, sabemos que, nos últimos anos, homens e mulheres vêm descobrindo e explorando partes de si que eram consideradas inapropriadas no passado. As mulheres estão aprendendo a lidar com seus atributos "masculinos" e os homens estão começando a desenvolver e valorizar os aspectos "femininos" de sua personalidade. Pode ser que, com o tempo, possamos encontrar masculinidade e feminilidade complementares dentro de nós, dentro de um grupo e dentro de uma série de relações cujas combinações e possibilidades ainda nos são desconhecidas. Se isto acontecer, então, não será mais verdade que cada um de nós só pode se completar através de uma união com o sexo oposto, mas sim que pode encontrar suas contrapartes e obter completude de uma infinidade de modos.Casamento é completude antes de mais nada, a evolução natural está nos levando para isso, não é falta de vergonha, carater ou qualquer outra coisa, é preciso abrir os olhos e ver além de nossos preconceitos para entender as novas gerações....

Extraido do Site da CongregaçãO Judaica Brasileira - http://www.cjb.org.br

Compilado e adaptado a partir de dois artigos: "Single and Jewish: Toward a New Definition of Completeness" de Laura Geller e Elizabeth Koltun, In the Jewsh Woman - New Perspectives, editado por Elizabeth Koltun, Schocken Books, 1976, e "To Be Single, Jewish and Female"' In Jewish and Female, de Susan Weidman Schneider, Simon and Schuster, 1984.
C. S.




"A democracia não é o regime que deve silenciar aqueles com os quais não concordamos, eliminá-los ou evitar que eles se manifestem. Na democracia, quando não estamos de acordo com alguma ideia que nos incomoda, produzimos a nossa para que haja um confronto livre entre as duas e a população possa escolher a sua alternativa."LUIZ CARLOS BARRETO




Cuidado para nào queimar os neurônios as idéias são fortes para alguns que já acham 1x1 complicado , posso até não concordar mas não posso fechar os olhos a realidade ...