domingo, 13 de junho de 2010

Radiografia e Solução

“Não há unidade mais cara do que a que não écapaz de combater com eficiência no momento em que é empregada.”
(Livro Branco de Defesa da Espanha - 2000)

AS LICÕES DO HAITI
A crise vivida no Haiti colocou em evidência a restrita capacidade de a Força Terrestre projetar força e de fazer face a situações de contingência...
foram necessárias três semanas e a participação de 84 organizações militares.


A DIFICULDADE DE SE MOSTRAR RELEVANTE NOS NÍVEIS DECISÓRIOS
O Exército Brasileiro não tem tido dificuldades para capitalizar os elevados índices de confiabilidade que as pesquisas de opinião costumam indicar, mas não logra obter o retorno que se poderia esperar,tanto sob a forma de recursos orçamentários como em relação à remuneração de seus integrantes. Provavelmente, esse efeito seja decorrente do fato de que, nos níveis decisórios e em setores específicos da sociedade, não haja a mesma percepção existente na população em geral nem a compreensão da importância do vetor militar na construção da capacidade dissuasória.Empiricamente, constata-se que o Exército se encontra com dificuldades para evidenciar relevância perante esses segmentos.

O longo período de orçamentos reduzidos e contingenciados, de defasagem tecnológica e dificuldades operacionais, de carências de toda ordem e da inexistência de percepção das ameaças pode acarretar o desenvolvimento de uma imagem de irrelevância e, até mesmo, a perda do sentido de imprescindibilidade perante a Nação.


A ENTROPIA
...A pior situação que pode ser vivida por uma organização é a de entropia, gastando suas precárias energias apenas para sobreviver, sem produzir os resultados para os quais foi destinada. Com pouca margem de erro, é válido afirmar que nosso Exército corre esse risco...

Em consequência da falta de sensibilidade do poder político, o Exército foi levado a sacrificar a qualidade em benefício da quantidade: não modernizamos os equipamentos, não buscamos as melhores práticas e não capacitamos nem desenvolvemos mentalidade de inovação em nossos recursos humanos


O SERVIÇO MILITAR
O preparo da Força Terrestre, com base na conscrição e realizado ao longo do ano de instrução, tem-se mostrado inadequado ao desenvolvimento das capacidades operacionais requeridas pelo Exército de um país com as responsabilidades como as que o Brasil busca assumir no contexto internacional.Tampouco atende às necessidades decorrentes dos Planos Operacionais relativos às Hipoteses de Emprego.
O recruta, e não o adestramento, constitui-se, desde há muito tempo, na preocupação central do Exército. As unidadespassam a maior parte do ano dedicadas exclusivamente à Instrução Individual, o que as caracteriza mais como escolas do que como Unidades operacionais, pois os efetivos profissionais dedicam-se prioritariamente ao ensino, em detrimento do adestramento.

Há que se considerar também que o Serviço Militar, quanto à forma de prestação, seus fundamentos e base legal, tem se mantido inalterado desde quando se tornou obrigatório, no anode 1945, sem levar em conta as modificações por que vem passando a sociedade brasileira.

OBSOLESCÊNCIA E SUCATEAMENTO
Os equipamentos de todos os tipos da Força Terrestre, principalmente aqueles voltados para a atividade-fim, além de insuficientes, encontram-se em acentuado estado de obsolescência e de sucateamento. De uma maneira geral, datam de quarenta anos e muitos deles trazem concepções da Segunda Guerra Mundial.

Leia aqui o documento completo

sábado, 12 de junho de 2010

O segredo da vida de um casal

Uma refexão para o dia dos namorados. Felicidade é descobrir no outro o nosso proprio eu....boa leitura....
O segredo da vida de um casal
Contardo Calligaris

Receita do amor que dura: amar o outro não apesar de sua diferença, mas por ele ser diferente.

Em geral , na literatura, no cinema e nas nossa fantasias, as histórias de amor acabam quando os amantes se juntam (é o modelo Cinderela) ou, então, quando a união esbarra num obstáculo intransponível (é o modelo Romeu e Julieta). No modelo Cinderela, o narrador nos deixa sonhando com um “viveram felizes para sempre”, que seria a “óbvia” conseqüência da paixão. No modelo Romeu e Julieta, a felicidade que os amantes teriam conhecido, se tivessem podido se juntar, é uma hipótese indiscutível. O destino adverso que separou os amantes (ou os juntou na morte) perderia seu valor trágico se perguntássemos: será que Romeu e Julieta continuariam se amando com afinco se, um dia, conseguissem deitar-se juntos sem que Romeu tivesse que escalar a casa de Julieta até o famoso balcão? Ou se, em vez de enfrentar a oposição letal de suas ascendências, eles passassem os domingos em espantosos churrascos de família?


Talvez as histórias de amor que acabam mal nos fascinem porque, nelas, a dificuldade do amor se apresenta disfarçada. A luta trágica contra o mundo que se opõe à felicidade dos amantes pode ser uma metáfora gloriosa da dificuldade, tragicômica e inglória, da vida conjugal. O casal que dura no tempo, em regra, não é tema para uma história de amor, mas para farsa ou vaudeville -às vezes, para conto de terror, à la “Dormindo com o Inimigo”.

Durante décadas, Calvin Trillin escreveu uma narrativa de sua vida de casal, na revista “New Yorker” e em alguns livros (por exemplo, “Travels with Alice”, viajando com Alice, de 1989, e “Alice, Let’s Eat”, Alice, vamos para a mesa, de 1978). Nesses escritos, que são só uma parte de sua produção, Trillin compunha com sua mulher, Alice, uma dobradinha humorística, em que Calvin era o avoado, o feio e o desajeitado, e Alice encarnava, ao mesmo tempo, a beleza, a graça e a sabedoria concreta de vida.

À primeira vista, isso confirma a regra: a vida de casal é um tema cômico. Mas as crônicas de Trillin eram delicadas e tocantes: engraçadas, mas nunca grotescas. Trillin não zombava da dificuldade da vida de casal: ele nos divertia celebrando a alegria do casamento. Qual era seu segredo? Pois bem, Alice, com quem Trillin se casou em 1965, morreu em 2001.

Trillin escreveu “Sobre Alice”, que acaba de ser publicado pela Globo. Esse pequeno e tocante texto de despedida desvenda o segredo de um amor e de uma convivência felizes, que duraram 35 anos. O segredo é o seguinte: Calvin e Alice, as personagens das crônicas, não eram artifícios literários, eram os próprios. A oposição entre os dois foi, efetivamente, o jeito especial que eles inventaram para conviver e prolongar o amor na convivência.

Considere esta citação de um texto anterior, que aparece no começo de “Sobre Alice”: “Minha mulher, Alice, tem a estranha propensão de limitar nossa família a três refeições por dia”. A graça está no fato de que a “propensão” de Alice não é extravagante, mas é contemplada por Calvin como se fosse um hábito exótico.

Alice é situada e mantida numa alteridade rigorosa, em que é impossível distinguir qualidades e defeitos: Calvin a ama e admira como a gente contempla, fascinado, uma espécie desconhecida num documentário do Discovery Channel. Se amo e admiro o outro por ele ser diferente de mim (e não apesar de ele ser diferente de mim), não posso considerar que minha maneira de ser seja a única certa. Se Calvin acha extraordinário que Alice acredite na virtude de três refeições diárias, ele pode continuar petiscando o dia todo, mas seu hábito lhe parecerá, no fundo, tão estranho quanto o de Alice.

Com isso, Calvin e Alice transformaram sua vida de casal numa aventura fascinante: a aventura de sempre descobrir o outro, cuja diferença inesperada nos dá, de brinde, a certeza de que nossa obstinada maneira de ser, nossos jeitos e nossa neurose não precisam ser uma norma universal, nem mesmo a norma do casal. Há quem diga que o parceiro ideal é aquele que nos faz rir. Trillin completou a fórmula: Alice era quem conseguia fazê-lo rir dele mesmo. Com isso, ele descobriu a receita do amor que dura.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

O canhão é nosso



Ratifique o abaixo-assinado para que o Presidente Lula desista de devolver ao Paraguai o canhão “El Cristiano” – que se encontra em nosso Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro. Fundido a partir dos sinos recolhidos das igrejas de Assunción, a arma foi recolhida como troféu de batalha pelas tropas brasileiras, durante a Guerra do Paraguai. O canhão foi tomado após a ocupação da fortaleza de Humaitá, em fevereiro de 1868 - batalha decisiva do conflito entre os paraguaios e as tropas da Tríplice Aliança (Brasil, Argentina e Uruguay).É sempre bom lembrar que para conquistar a vitória muitos brasileiros deram suas vidas para derrotar os nossos inimigos.

Diga Não à devolução do “El Cristiano”. O canhão é nosso!



Proteste em: http://www.ocanhaoenosso.com.br/